Criada Associação ORA que fará a candidatura à Orquestra Regional do Alentejo
Ao final da manhã de 21 de setembro, no Cartório Notarial - Sofia Valente, em Évora, foi assinada a escritura de constituição da ORA - Associação Orquestra Regional do Alentejo, que está a ultimar a candidatura ao Concurso promovido pela Direção-Geral das Artes para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, que encerra no dia 25 de setembro.
Os Associados fundadores que marcaram presença e assinaram a constituição da ORA são a Universidade de Évora (UÉvora), representada no ato por António Candeias, Reitor; a Câmara Municipal de Évora, representada por Carlos Zorrinho, Presidente; a Universidade Politécnica de Portalegre, representada por Fernando Rebola, Vice-Reitor; e a Universidade Politécnica de Beja, representada por Aldo Passarinho, Reitor.
A ORA, que tem sede na Universidade de Évora, está a preparar a candidatura à DGARTES para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, que terá uma estrutura profissional destinada a reforçar a oferta cultural do Alentejo, promover a descentralização e criar novas condições para a fruição, formação e criação artística na região.
Para o Reitor da Universidade de Évora, a constituição da ORA representa “um passo importantíssimo” para a criação de uma orquestra pensada “para a região, com a região e da região”.
O projeto assenta no envolvimento conjunto de instituições de ensino superior, municípios e agentes culturais, numa lógica de proximidade e de valorização dos recursos existentes no território. “O envolvimento das instituições de ensino superior e dos municípios do Alentejo vai ser fundamental para a consolidação deste grande projeto”, sublinhou o Reitor.
Mais do que criar uma nova estrutura artística, a Orquestra Regional do Alentejo pretende contribuir para uma maior democratização do acesso à música clássica, levando concertos e iniciativas musicais aos diferentes municípios e aproximando novos públicos da criação artística. “Queremos, de facto, criar públicos, levar a todos os cantos do Alentejo a música clássica com uma grande orquestra da região”, afirmou.
A futura orquestra profissional deverá assumir uma forte ligação ao tecido cultural e educativo alentejano, trabalhando em articulação com filarmónicas, conservatórios e outras instituições e agentes da região.
A intenção é criar uma rede de colaboração que permita à nova estrutura não só desenvolver a sua atividade artística, mas também potenciar o trabalho que já é realizado no território. “Queremos que trabalhe com as instituições da região, trabalhe com as filarmónicas, trabalhe com os conservatórios”, explicou António Candeias, defendendo uma lógica de cooperação com “todos os ativos na região que podem, de algum modo, ser alimentados e poder alimentar esta orquestra que será profissional”.
O momento de formalização marca, assim, o início de um projeto que se pretende transversal aos municípios alentejanos, dos de menor dimensão aos centros urbanos de maior expressão, e que ambiciona reforçar a oferta cultural, criar públicos e aproximar a música clássica das comunidades. “Este ato que acabámos de realizar hoje aqui no notário é o ponto de partida para aquilo que nós ambicionamos que seja um grande projeto cultural de toda a região”, concluiu o Reitor da UÉvora.
Já para o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, a constituição da associação representa “um momento muito importante para o Alentejo”, por permitir concretizar “um projeto que nasce com uma verdadeira dimensão regional e que pretende levar a música, a formação e a criação artística a todo o território”.
“É muito simbólico que esta Associação nasça com a Universidade de Évora, a Universidade Politécnica de Beja e a Universidade Politécnica de Portalegre e também com a presença dos municípios”, sublinhou desejando que “o maior número possível de municípios venham a aderir a esta Orquestra”.
Por sua vez, a valorização do território constitui uma das principais razões apontadas para o envolvimento da Universidade Politécnica de Portalegre. “A importância está na valorização do território, a todos os níveis, em particular, neste caso, na valorização a nível cultural”, salientou o Vice-Reitor, Fernando Rebola, afiançando que “temos muito gosto, muito interesse em estarmos envolvidos desde o início neste projeto”, concluiu.
Por fim, Aldo Passarinho, Reitor da Universidade Politécnica de Beja, afiançou que “é extremamente importante acompanharmos estas dinâmicas do território, em particular por serem dinâmicas culturais”, afirmou, salientando que “a cultura acaba por ter esse papel de nos unir e de criar pontes entre aquilo que são as nossas instituições e a nossa matriz cultural”.
Em suma, a ORA prossegue fins de interesse público, tendo por objeto promover, desenvolver, dinamizar e divulgar a atividade cultural e artística, especialmente no domínio da música erudita, contribuindo para o desenvolvimento cultural, educativo, social e económico da Região do Alentejo.
Recorde-se que a 17 de julho, em Évora, numa sessão de esclarecimento sobre o concurso para a constituição da Orquestra Regional do Alentejo, promovida pela Direção-Geral das Artes, e presidida pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, António Candeias anunciou que a Universidade de Évora iria liderar uma candidatura para a formação da Orquestra Regional do Alentejo, sendo “um dos motores aglutinadores desta candidatura”.
No dia 15 de julho a Direção-Geral das Artes (DGArtes) abriu um concurso público para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, com um montante global disponível de 1,62 milhões de euros, a atribuir por um período de dois anos. As candidaturas estão abertas até ao dia 25 de setembro de 2026.
