Universidade de Évora acolheu a apresentação de duas obras centradas nas práticas educativas na educação de infância e nos desafios contemporâneos vividos pelas crianças

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No dia 9 de abril, na Sala de Docentes do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora (UÉvora) decorreu a apresentação de duas obras desenvolvidas no âmbito de projetos de investigação-ação, centrados nas práticas educativas na educação de infância e nos desafios contemporâneos vividos pelas crianças.

O livro “Era uma vez um caracol que conta: outgoing - crianças, natureza e cultura em relação”, coordenado por Assunção Folque, foi apresentado por Aurora Carapinha, Professora Emérita da Universidade de Évora e arquiteta paisagista. Na sessão foi também apresentado o livro “Brincar às lutas no Jardim de infância”, coordenado por Guida Veiga.

“Juntos a pensar a educação, a semear a esperança e a conhecer o papel fundamental das crianças na construção de mundos”, foi o mote das coordenadoras das obras.   

A Diretora da Licenciatura em Educação Básica e Professora do Departamento de Pedagogia e Educação, Assunção Folque, começou por agradecer a presença de todos. “Estou muito contente por ver aqui um público tão significativo, de colegas, de educadoras de infância, de estudantes e de pessoas interessadas em pensar sobre estas matérias”.

A docente sublinhou também que “esta Universidade, pela proximidade e a riqueza das várias áreas que tem, permite esta vivência interdisciplinar, intercultural”, para enquadrar os dois projetos apresentados, que “têm várias coisas em comum”.

 “Primeiro que tudo, são projetos focados na educação de infância”, explicou, acrescentando que “são projetos de investigação-ação, onde participam académicos, educadores de infância, crianças e, perifericamente, as famílias”.

 “O que estes projetos fizeram é aquilo que está hoje em voga, que é, não a transferência de conhecimento, mas a construção de conhecimento com a comunidade onde nós nos inserimos”, apontou, acrescentando que “a Universidade no diálogo com a Sociedade procura pensar e produzir conhecimento em conjunto”. 

“E, de facto, estes livros são o fruto da produção desse conhecimento em conjunto. Com estes profissionais, com as crianças e com as equipas”, afiançou Assunção Folque.

Por seu turno, para Guida Veiga a apresentação das obras em conjunto “representa um momento de reflexão e celebração daquilo que é o trabalho colaborativo”. “Agradeço à Assunção o convite para partilharmos e construirmos juntos”, acrescentou.

“Seria bom que se repetissem mais momentos como este, porque há pontos em comum entre os dois projetos que se apresentam hoje através destes dois livros, que apesar de serem constituídos por pessoas diferentes, eles dialogam e também pretendemos que este espaço seja um espaço de diálogo e que, a partir daqui, se construam novos diálogos. E que celebremos este momento de partilha”, afiançou a Professora do Departamento de Desporto e Saúde.

 “São projetos que lidam com crianças pequenas, mas com questões grandes”, acrescentou Assunção Folque, explicando que “estas questões de brincar às lutas e desta procura de um novo modo de nos relacionarmos com o mundo, são questões que nos afetam a todos nós e que nos levam, paradoxalmente, a estar numa Universidade, sentados a falar de coisas que aconteciam naturalmente  há alguns anos atrás. “Portanto, a sociedade mudou tanto que temos que parar para pensar e investigar”, sintetizou.

Em suma, a apresentação das obras foi um momento de partilha e reflexão, onde se pensou a educação, semeou a esperança e se reconheceu o papel fundamental das crianças na construção de mundos.

Publicado em 16.04.2026