Universidade de Évora debateu integridade e prevenção da corrupção na academia
Teve lugar na sala 124 do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora, no dia 11 de dezembro, o encontro “Promover a Integridade e Prevenir a Corrupção – Desafios e Oportunidades na Academia”, uma iniciativa integrada no Mês Anticorrupção e organizada pelo Gabinete de Auditoria e Controlo Interno da UÉVORA, em parceria com o Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) e o Observatório de Economia e Gestão da Fraude (OBEGEF). A sessão decorreu em formato híbrido, permitindo a participação presencial e online.
A abertura contou com intervenções de João Nabais, Vice-Reitor para as Infraestruturas e Políticas para a Vida na Universidade de Évora, José Moura Lopes, Presidente do MENAC, e António Maia, Presidente da Direção do OBEGEF. João Nabais destacou a pertinência e atualidade do encontro, sublinhando que “o programa apresentado é particularmente interessante e intenso, com a vantagem de ser híbrido e alcançar mais pessoas”. Sublinhou ainda o compromisso institucional da UÉVORA, afirmando que “aquilo que nos trouxe aqui foi de extrema relevância; a Universidade de Évora garante sempre o cumprimento da lei”, recordando, nesse sentido, que “uma das primeiras ações que coordenei enquanto vice-reitor foi a instituição do canal de denúncia interno”, reforçando que este é um tema que preocupa a instituição, sobretudo a nível interno, onde “procuramos sempre atuar na prevenção”.
Também José Moura Lopes destacou o papel central da academia na formação ética e cívica dos estudantes. “A universidade, sendo um espaço de conhecimento, mas também de liberdade, é onde, em regra, os jovens terminam a sua formação. Assim sendo, a educação é essencial para o desenvolvimento do conhecimento, mas também das atitudes daqueles que frequentam as universidades”. Sublinhou ainda que “a educação para a cidadania, ética e responsabilidade é um dever” e que o MENAC procura desenvolver ações conjuntas com as instituições de ensino superior, “respeitando a autonomia constitucionalmente atribuída às universidades”. Defendeu igualmente que “a ética deve pautar os métodos de atuação da academia, quer a nível profissional e académico, quer ao nível da investigação científica”, alertando para a necessidade de preservar a confiabilidade institucional, “o que só será possível se as universidades atuarem com transparência e integridade”.
António Maia reforçou a importância de uma abordagem ativa face aos riscos de fraude e corrupção. “A fraude e a corrupção, em todas as suas formas, fazem parte da história de todas as sociedades, mas não significa que devamos encolher os ombros”, afirmou. Sublinhou que, enquanto responsabilidade coletiva, “devemos encontrar mecanismos para minimizar e regular estes acontecimentos”. António Maia reiterou ainda que “em todos os níveis de educação há espaço para trabalhar as questões da ética e da integridade”, defendendo que qualquer percurso formativo deve integrar “espaços de reflexão e debate sobre estes temas que têm impacto na vida de todos nós”.
O programa do encontro incluiu o painel “Prevenir a corrupção nas organizações”, com intervenções de especialistas sobre cultura de integridade, prevenção, políticas públicas e os desafios do Regime Geral de Prevenção da Corrupção (RGPC), seguido de uma mesa-redonda dedicada ao compromisso ético e ao papel da academia nos processos formativos da cidadania, contando com representantes do OBEGEF, MENAC, TIAC, ALL4Integrity e Universidade de Évora.
A sessão encerrou com a intervenção De Hugo Folgado, Presidente da Comissão de Ética da Universidade de Évora, reforçando o papel da ética institucional, e de António Delicado, vogal do MENAC.
O encontro evidenciou a importância crescente da integridade, da transparência e da responsabilidade no contexto académico, contribuindo para reforçar a cultura ética na Universidade de Évora e no ensino superior português.
