A Baba do Lobo, de Graeme Pulleyn e Marcio Meirelles
Nos anos 40 do século XX, nas regiões serranas do centro e norte de Portugal, a mineração do volfrâmio surgiu como um milagre económico, uma “febre do ouro negro” que prometia transformar a vida de muitos lavradores — até então a viver no limiar da fome —, oferecendo-lhes a possibilidade de alcançarem pequenas ou grandes fortunas. Poucos terão parado para pensar nas consequências sociais, ambientais e políticas das minas, ou na razão que levava ingleses e alemães a correr atrás da “baba do lobo”. O tão desejado volfrâmio (do alemão lobo + baba), ou tungsténio (do sueco pedra + pesada), é utilizado em ligas metálicas na indústria de armamento.
