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Ferramentas de apoio à decisão para melhoria da gestão do bloco operatório
- Associação do Instituto Superior Técnico para a Investigação e o Desenvolvimento (Sigla: IST-ID)(líder)
- Universidade de Évora(parceiro)
Resumo
A actividade cirúrgica contribui significativamente para o financiamento hospitalar, tem impacto
substancial noutras áreas do hospital e inclui aspectos de interesse e preocupação social aos quais as
populações são particularmente sensíveis. Em muitos países, governos e gestores hospitalares reconhecem
a importância de melhorar a eficiência e a qualidade na gestão dos blocos operatórios (BOs), salientando a
relevância de garantir serviços eficazes e tempos de espera aceitáveis. Em Portugal, foram vários os
governos que desenvolveram programas especiais de combate aos elevados tempos de espera para
cirurgia, apresentando actualmente o SIGIC duas metas principais: 90.4% dos pacientes operados dentro do
tempo máximo de resposta garantido, de acordo com o nível de prioridade; e um tempo médio de espera
inferior a 120 dias. Apesar das metas definidas pelo SIGIC e outras políticas para melhorar o acesso aos
cuidados cirúrgicos, muitos hospitais não respeitam estas metas e a pressão sobre o BO tem vindo a
aumentar com a tendência crescente da procura de cuidados cirúrgicos (p.ex. aumento de 46.6% entre
2006 e 2015 [ACSS16]).
A actividade no BO é bastante complexa pois envolve pessoal médico especializado, grande variedade de
equipamento e material, processos interrelacionados e complexos (com implicações e dependências a
montante e a jusante, entre recursos humanos e materiais), e envolve um nível elevado de variabilidade e
incerteza. Os modelos de optimização, baseados em programação matemática, têm um papel fundamental
no apoio aos gestores hospitalares, cirurgiões e outros intervenientes, quanto a decisões de planeamento e
escalonamento, embora haja ainda pouca literatura na área. Os modelos não são desenhados para
considerar múltiplos contextos cirúrgicos, e não consideram preferências e opiniões dos cirurgiões. Ora, se
os modelos não considerarem as perspectivas dos cirurgiões e outros intervenientes, não serão
implementados.
Uma equipa multidisciplinar de investigadores (do CEG-IST, CMAFCIO, CIDEHUS, CHLN e HESE) irá colaborar
no desenvolvimento de ferramentas de apoio à decisão para melhorar a gestão do BO e preencher esta
lacuna. Nomeadamente, serão combinadas abordagens de optimização (baseadas em modelos de
programação matemática multi-objectivo), para apoiar decisões de planeamento de capacidade de
recursos, com estruturação de abordagens participativas (informadas por métodos de estruturação de
problemas e ferramentas multicritério de medição de valor) para compreender a opinião e preferências de
cirurgiões e outros intervenientes. Os modelos são desenhados e aplicados a dados de dois hospitais
portugueses, e mostram até que ponto será possível, simultaneamente, maximizar a satisfação dos
cirurgiões (e outros intervenientes), maximizar a utilização do BO, maximizar as receitas e a produção dos
hospitais, e cumprir as metas do SIGIC, fornecendo informações essenciais sobre como melhorar a
eficiência, a qualidade e o acesso na gestão do BO.
Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos
The ImproveOR project proposes decision support tools aiming to improve efficiency and quality in the OR
management.
The ImproveOR project is structured in five main tasks:
Task 1: Surgical processes reengineering
Task 2: Stakeholders’ preferences modeling
Task 3: Case mix planning and master surgery scheduling
Task 4: Elective surgery scheduling
Task 5: Results dissemination
