2025

Estética Teatral

Nome: Estética Teatral
Cód.: ARC12578L
3 ECTS
Duração: 15 semanas/78 horas
Área Científica: Teatro

Língua(s) de lecionação: Português, Inglês
Língua(s) de apoio tutorial: Português, Inglês
Regime de Frequência: Presencial

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Objetivos de Aprendizagem

a) promover a reflexão informada sobre o corpus disciplinar e histórico da estética;
b) estimular a orientação da reflexão para o domínio das práticas;
c) potenciar o aprofundamento de conceitos, teorias e textos de pensamento contemporâneo
d) promover o mapeamento e reconhecimento de artistas, projectos e práticas artísticas contemporâneas;
e) valorizar a experiência como forma de construção de saberes;
f) estimular a inquirição crítica e a capacidade de enunciar e resolver problemas, através de exposições orais, de ensaios e recensões, assim como pela exploração das TI (blog, moodle).

Conteúdos Programáticos

1. Elementos para uma estética teatral, entre poiesis, mimesis e kinesis.
2. Uma perspectiva histórica: a mimese como elemento da criação artística entre a Antiguidade Clássica e a Idade Contemporânea.
2.1. Platão, Artistóteles, Horácio: as poéticas miméticas dominantes da cultura ocidental e a mimese.
2.2. Modernidade, representação e crise da representação. Releituras contemporâneas do tema.
3. Por uma estética da criação: metodologias, inquirições, explorações. Mapeamento de conceitos para a criação contemporânea.
3.1. Estética e política. A partilha do sensível.
3.2. Semiotizar ou dessemiotizar?
3.3. Participação, interactividade, interpassividade.
3.4. Transgressão e limite.
3.5. Repetição e exaustão.
3.6. Espaço e espacialidades.
4. O teatro e alguns dos seus 'outros'.
4.1. Mediatizações.
4.2. Instalação habitada.
4.3. Participação: comer, beber, conversar.
4.4. Ecologia, activismo, cidadania.
4.5. Paisagem e património.
4.6. Investigar, criar, inventar, (re)produzir

Métodos de Ensino

A metodologia dominante é marcada pelo debate, pela análise e pela aproximação a textos críticos e materiais da criação artística contemporânea. A participação é a ferramenta geradora de problematizações, apropriações e re-utilizações dos conceitos, textos ou estudos de caso. Em paralelo, os/as estudantes desenvolvem um trabalho de investigação ou criação autónomo, que será também objeto de debate em aula. A investigação é aqui entendida sempre como um processo gerador de conhecimento. A orientação tutorial é também um processo chave, a que o/a estudante pode e deve recorrer sempre que necessário, para equacionar o seu trabalho dentro e fora da aula.

Avaliação

Na avaliação contínua, a leitura crítica dos materiais partilhados, a participação nos debates e o trabalho de investigação ou criação terão um peso de 50% na nota da disciplina. Ao final do semestre, realizaremos um exercício de revisão dos conteúdos (frequências) que cobrirá os outros 50%.
Os/as estudantes que não se enquadrem ou não superem a avaliação contínua terão acesso ao exame final, segundo os prazos estipulados no calendário de avaliações.

Bibliografia

Biet, Christian & Triau, Christophe (2006). Qu'est-ce que le théâtre? Paris: Gallimard.
Borie, Monique, Rougemont, Martine de & Scherer, Jacques (eds.) (2004). Estética teatral. Textos de Platão a Brecht. Lisboa: Calouste Gulbenkian.
Fischer-Lichte, Erika (2019). Estética do performativo. Lisboa: Orfeu Negro.
Fischer-Lichte, Erika (2008). The transformative power of performance. A new aesthetics. Londres/ Nova Iorque: Routledge.
Freire, Miguel Vázquez (2005). Estética e teatro. Vigo: Galaxia/ Xunta de Galicia.
Halliwell, Steven (2002). The aesthetics of mimesis. Princeton/ Oxford: Princeton University Press.
Perniola, Mario (1998). A estética do século XX. Lisboa: Estampa.
Rancière, Jacques (2010). Estética e política. A partilha do sensível. Porto: Dafne.
Roach, Joseph & Reinelt, Janelle G. (eds.) (2007). Critical theory and performance. Ann Arbor: The University of Michigan Press.
Schechner, Richard (1988). Performance theory. Londres/ Nova Iorque: Routledge.

Equipa Docente