Secretária de Estado da Ciência e Inovação destaca 'dinâmica muito interessante' da Universidade de Évora

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A Universidade de Évora recebeu, no dia 25 de setembro, a visita da Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, num programa dedicado à investigação, inovação e transferência de conhecimento, que incluiu o lançamento do Polo de Aeronáutica e Aeroespacial da Universidade de Évora, bem como visitas a diferentes estruturas de investigação e ensino da instituição. 

A visita teve início com a assinatura de protocolos entre a Universidade de Évora, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a Câmara Municipal de Évora (CME), numa sessão que marcou igualmente o lançamento do Polo de Aeronáutica e Aeroespacial da Universidade de Évora. 

Na sua intervenção, António Candeias, Reitor da UÉvora, agradeceu à Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, a “sua presença, que muito valorizamos, e pelo significado que ela atribui à ligação entre ciência, inovação e desenvolvimento dos territórios”. Por seu turno, Helena Canhão sublinhou a relevância dos acordos celebrados entre as três instituições, considerando que estes representam um exemplo da articulação necessária entre diferentes entidades para responder aos desafios do desenvolvimento do país. “É muito importante que nós, na sociedade civil, tenhamos esta relação entre várias instituições, os governos locais, a academia e uma instituição e laboratório de Estado como é o caso do IPMA”, afirmou.

Para a responsável governativa, o conhecimento e a inovação assumem um papel central no desenvolvimento económico e social. “É muito importante que o nosso país cada vez mais se centre no conhecimento e na inovação, porque é o conhecimento e a inovação que são motores de desenvolvimento”, destacou.

Após a sessão protocolar, Helena Canhão visitou o Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), onde participou no debate “Política Nacional de Ciência e Inovação: Problemas, Oportunidades e Desafios”, uma iniciativa da Universidade de Évora que reuniu Diretores das Unidades de Investigação, Laboratórios Associados e Investigadores.

O debate resultou num momento de reflexão e partilha sobre o presente e o futuro da ciência e da inovação em Portugal, tendo Helena Canhão partilhado algumas ideias sobre o novo Regime Jurídico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), que foi aprovado, no dia 9 de setembro, pelo Governo e que se encontra em promulgação na Presidência da República.

O novo SNCTI, também apelidado nova Lei da Ciência e Inovação, assume uma estrutura funcionalista e mais orientada para a economia. O diploma procede a uma reorganização conceptual do SNCTI, baseada nas atribuições e funções basilares que as suas entidades efetivamente desempenham, e no respetivo contributo para a missão do sistema. O novo regime clarifica o papel das entidades do SNCTI, consolida os mecanismos de financiamento público estrutural e de infraestruturas estratégicas nacionais e promove a articulação entre investigação científica, desenvolvimento tecnológico, inovação e sociedade.

Em declarações no final do debate, Helena Canhão considerou que este tipo de encontros são “importantíssimos porque as pessoas têm muitas preocupações no terreno e é importante, por um lado, nós conseguirmos tomar melhores decisões se soubermos quais são os problemas e também conseguir transmitir em primeira mão a informação. Acho que é fundamental”. 

O programa prosseguiu, durante a tarde, com uma visita ao Polo dos Leões – Escola de Artes, que permitiu dar a conhecer alguns dos projetos e espaços associados ao ensino e à criação artística na Universidade de Évora, evidenciando a diversidade das áreas de conhecimento e de investigação da instituição.

A visita terminou no Laboratório HERCULES, onde a Secretária de Estado teve oportunidade de conhecer de perto a atividade de investigação desenvolvida nesta unidade, particularmente nas áreas relacionadas com o estudo, conservação e valorização do património cultural.

Helena Canhão destacou como “muito interessante” a dinâmica da Universidade de Évora, que contatou de perto ao longo da jornada. “Há uma diversidade enorme de áreas, com condições muito boas em termos de laboratórios, em termos de apoio e das infraestruturas”, salientou, destacando ainda as pessoas: “são as pessoas que formam as instituições, e penso que há aqui uma dinâmica muito interessante”. 

A visita consolidou o diálogo entre a Universidade de Évora e a tutela da Ciência e Inovação, dando visibilidade à investigação realizada na instituição e às suas ligações ao território, às instituições públicas e ao tecido científico e tecnológico, tendo ficado em destaque a valorização do conhecimento enquanto instrumento de desenvolvimento regional e nacional.

Publicado em 29.09.2026