A figura do “bebé” discutido transdisciplinarmente na UÉ

Os azulejos das salas de aula da Universidade de Évora (UÉ) sugerem-nos como os bebés são competentes, atentos e curiosos, “pequenos cientistas” na descoberta do mundo e agindo sobre ele. Esta é perspetiva do 1º Congresso Transdisciplinar Portugal- Brasil sobre o bebé, promovido pela Universidade de Évora e o Instituto Langage de São Paulo, com a colaboração de um conjunto alargado de instituições de ambos os países que decorre nos dias 12 e 13 de janeiro, na Universidade de Évora.

Inaugurando a jornada, Ana Costa Freitas, Reitora da UÉ, salientou que o tema deste congresso é caro à UÉ “não só porque temos já uma longa história no que diz respeito às Ciências Sociais e Humanas, onde a Psicologia e a Pedagogia ocupam lugares centrais - tanto ao nível da investigação como ao nível do ensino -, como também em termos globais, o estudo do desenvolvimento precoce é altamente relevante e o conhecimento nesta área determinante em termos do futuro da sociedade”. 

Ana Costa Freitas realça que ao nível universitário, Portugal e Brasil “nunca estiveram tão próximos”, como é atestado, “pela regularidade de eventos científicos conjuntos” e “pelo crescente interesse de estudantes brasileiros no nosso país”. Aproveitando a ocasião, a Reitora dirigiu-se aos estudantes brasileiros “desde o grau de licenciatura ao Doutoramento, que serão sempre bem-vindos na Universidade de Évora”.

O Presidente da Administração Regional de Saúde (ARS), José Robalo, destaca que “a par da baixa percentagem da mortalidade materna, há necessidade de promover a amamentação no início de vida e desenvolver mais a parte dos afetos para o desenvolvimento cognitivo da criança”. Destacam-se aqui “os programas de amamentação que os centros de saúde desenvolvem e a intervenção precoce, conseguindo-se bons resultados na região do Alentejo”.

Publicado em 12.01.2018