Projeto da UÉ distinguido com prémio internacional

O projeto coordenado pela Universidade de Évora (UÉ), relativo à “Reabilitação dos Habitats de Peixes Diádromos na Bacia Hidrográfica do Mondego”, sob responsabilidade científica de Pedro Raposo de Almeida, docente do departamento de Biologia da UÉ e investigador do MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, foi recentemente galardoado com prémio internacional Distinguished Project in Fisheries Engineering and Ecohydrology, atribuído em conjunto pela American Society of Civil Engineers (Environmental & Water Resource Institute), e pela American Fisheries Society (Bioengineering Section).

A cerimónia teve lugar durante o congresso Fish Passage 2016, que decorreu entre os dias 20 e 22 de junho, na Universidade de Massachusetts.

A conservação dos peixes diádromos constitui uma tarefa particularmente desafiante, tendo em conta que são organismos que utilizam ecossistemas distintos ao longo do seu ciclo de vida, migrando entre o rio e o mar. Acresce que a aplicação de uma estratégia de gestão integrada é dificultada pelo facto destas zonas serem geridas por diferentes entidades governamentais. O principal objetivo do projeto passou pela compatibilização entre a conservação dos peixes diádromos e os restantes usos do rio, nomeadamente a produção hidroelétrica, abastecimento de água (para utilização industrial, agrícola e doméstica), controlo de cheias, pesca profissional e atividades recreativas (e.g. praias fluviais, pesca desportiva, canoagem).

Este projeto foi desenvolvido entre 2013 e 2015 e contou com um orçamento de cerca de 1.38M€ financiados pelo Ministério da Agricultura e do Mar e cofinanciado pelo Fundo Europeu das Pescas, através do PROMAR – Programa Operacional Pesca 2007-2013, e pela EDP-Energias de Portugal, S.A.

A Universidade de Évora foi a entidade proponente que contou com o apoio técnico-científico do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, e de 11 parceiros institucionais, designadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA, I.P.), o Fluviário de Mora (FM), a Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FFCUL), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Energias de Portugal (EDP), a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), o Instituto Português da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Confraria da Lampreia, e os Municípios de Penacova, Vila Nova de Poiares e Coimbra.

Mais informação sobre o prémio, aqui

Publicado em 01.07.2016