Colóquio Internacional - Maio de '68 e os Portugueses

Os acontecimentos de Maio e Junho de 1968 em França têm sido caracterizados como uma revolta espontânea antiautoritária desencadeada por estudantes universitários que deram voz às suas aspirações libertárias e críticas dum modelo civilizacional burguês, consumista e imperialista. Como movimento social, apresentou-se multiforme, plural e descentralizado, ganhando expressão com o apoio de milhões de trabalhadores que recorreram à greve geral.  Apesar da normalização imposta, o Maio de 68 constitui um marco cultural e uma referência que ultrapassou as fronteiras francesas. O estudante universitário emerge como um actor social crítico e interventivo, tal como ocorreria em Portugal na crise académica do ano seguinte. Por outro lado, a experiência de Maio foi vivida também por jovens exilados políticos portugueses e por emigrantes que viriam a participar, de diferentes modos, na revolução portuguesa. Numa visão mundial, a participação estudantil nos processos de mudança política e social iria ainda marcar as décadas de 1980 e 1990.

No Cinquentenário do Maio de ’68, a Escola de Ciências Sociais e o Centro de Investigação em Ciência Política da Universidade de Évora, através do seu programa de doutoramento em História Contemporânea, promove um colóquio destinado a reflectir sobre os intelectuais e os estudantes nos movimentos sociais e políticos.  
Organização: Paulo E. Guimarães, CICP / ECS – UÉ | Isabel Camisão, CICP / ECS – UÉ | Ema Pires, IHC / ECS – UÉ | Margarida Amoedo, CHAM / ECS – UÉ
Em 17.05.2018
18:00 | 14h00 – 19h00 | dia 17 - Palácio do Vimioso | dia 18 - Colégio do Espírito Santo
Anexos